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Aba de Música

28/02/2008 20:45

Hellyeah

Tenho escutado muito o Hellyeah, nova banda do Vinnie Paul (ex-baterista do Pantera).

Um gostinho do que estou ouvindo em dois vídeos.

Thank You.

You Wouldn't Know

"You couldn't be
You couldn't be me, even if you wanted to
Everything I've been through
You wouldn't know

Live your life
soaking up on my sunshine
And smile your whole life
I wouldn't know"

enviada por João Villaverde



28/02/2008 20:36

Sickness

Quando tudo parece que vai melhorar, surge novo problema.

Your sickness is my death
Your sunshine is my laugh

Força mamãe. Estamos com você.
enviada por João Villaverde



26/11/2007 20:53

Rest in Peace

Nota de falecimento de Kevin Dubrow, vocalista da lendária banda Quiet Riot.

Dubrow foi encontrado morto em sua residência em Las Vegas no domingo 25 de novembro. Seus amigos próximos e ex-companheiros de Quiet Riot ainda não se pronunciaram sobre o falecimento. As cauasa da morte também não foram divulgadas.

Em homenagem à esse grande nome da música, dois de seus maiores clássicos com o Quiet Riot, de 1983 e 1984.

Cum On Feel the Noize

Mama Weer All Crazy Now

Kevin Dubrow (1955-2007)
enviada por João Villaverde



31/10/2007 16:07

União de franquias vê segunda tentativa

Em 1979 o então desconhecido diretor Ridley Scott (Gladiador, Blade Runner) lançou o filme que definiu sua carreira: Alien – O Oitavo Passageiro. Talvez no espaço ninguém possa ouvir você gritar, mas nas salas de exibição, todos podiam ouvir os gritos de pavor.

O filme criou muitos dos clichês do gênero (hoje são regras em qualquer filme de suspense) e ainda assim, consegue provocar sustos até hoje. O filme é fenomenal em todos os aspectos: ótimas atuações, fotografia exuberante, direção de arte impecável (característica marcante dos filmes de Scott) e um ótimo roteiro. O filme também possui outro mérito: lançou ao estrelato Sigourney Weaver.

O filme só foi ganhar uma seqüência em 1986, nas mãos de James Cameron. Aliens – O Resgate é uma das raras continuações na história do cinema que consegue superar o original. Cameron percebeu que seria impossível recriar o suspense do primeiro filme, então, mudou um pouco de foco (ou gênero): a continuação seria um filme de ação (que ainda apresenta muito suspense, mas menos terror). Um estouro nas bilheterias, o filme faturou um Oscar pelos efeitos especiais e uma indicação de melhor atriz para Sigourney Weaver.

O legado de Alien se consolidava.

Em 1987, a Fox, o mesmo estúdio que produziu a série Alien, lançava outro alienígena mortífero nos cinemas: o Predador, de John McTiernan (Duro de Matar, Thomas Crown). Muito mais focado na ação, o filme apresentava em seu elenco dois futuros governadores: Arnold Schwazenegger e Jesse Ventura.

Apresentando cenas inesquecíveis e suspense de abalar os ossos, sem dizer do inspirado visual do Predador (idéia de James Cameron, desenvolvida pelo mestre dos efeitos especiais Stan Winston, que também trabalhou em Aliens – O Resgate). Sucesso de público e crítica, uma nova franquia nascia.

Em 1990 foi lançada a continuação de Predador. Dirigida por Stephen Hopkins (A Hora do Pesadelo 5), o filme, embora tenha obtido relativo sucesso comercial, foi destruído pela crítica e os fãs em geral. Porém, o filme lançou uma possibilidade antes somente explorada nos quadrinhos da Dark Horse Comics:um confronto entre o Alien e o Predador.

Em 1993 Sigourney Weaver, agora já estabelecida como uma das grandes atrizes do cinema americano e mundial, voltou para estrelar Alien 3, filme de estréia de David Fincher (Zodíaco, Se7en). O filme foi um fracasso, tanto comercial quanto de crítica. Marcado por uma produção desastrosa, a catástrofe já estava anunciada. Fincher entrou no projeto confiante e ansioso, só para ser decepcionado: com mais de três meses em pré-produção, o roteiro nem havia sido escrito ainda e os produtores brigavam com o estúdio por questões a respeito do orçamento do filme. Dadas as circunstâncias, Fincher fez um trabalho excepcional.

Depois da catástrofe de Alien 3, veio o requentado Alien: A Resurreição, de 1997. Dirigido pelo francês Jean Pierre Jeunet (O Fabuloso Destino de Ameliè Poulain), o filme, embora superior ao filme anterior, fracassou ao tentar recriar a ação frenética do segundo episódio da série. Embora estrelado também por Sigourney Weaver e a atriz em então ascensão Winona Ryder, o filme também não obteve muito sucesso nas bilheterias e dividiu as opiniões: muitos odiaram, muitos adoraram.

Ambas franquias, Alien e Predador, ficaram em estado de dormência por um bom período. Os fãs clamavam por mais filmes. A resposta da Fox foi Alien vs. Predador, de 2004.

Aparentemente em desenvolvimento desde Predador 2, o filme era considerado inconcebível: os roteiros apresentados exigiam orçamentos altíssimos (alguns acima de 400 milhões de dólares) e as histórias apresentadas eram fracas. A Fox só aceitou desenvolver o filme quando o diretor Paul W.S. Anderson apresentou sua proposta.

Todos os outros roteiros antes apresentados situavam o combate o no Espaço. Anderson sugeriu que este fosse na Terra (o que reduziria muito o custo da produção). A Fox deu o sinal verde.

Ao anunciarem a adesão de Anderson à direção do filme (além de ter desenvolvido o roteiro) muitos fãs desacreditaram no projeto, afinal, Anderson dirigiu em sua grande maioria filmes baseados em jogos de videogame (Mortal Kombat e Resident Evil) e estes foram desastres espetaculares. Porém, a expectativa ainda era muito grande, dado o legado que os dois monstros haviam deixado na história do cinema.

Lançado no dia 13 de Agosto nos EUA e no dia 3 de setembro no Brasil, o filme foi um relativo sucesso comercial (custou míseros 60 milhões de dólares para ser feito). No entanto, a crítica especializada destruiu o filme e os fãs caíram em desespero. Não foi por menos.

Além de apresentar uma história fraca, as atuações são terríveis e os monstros (desta vez os personagens principais) estão em conduta vergonhosa. Completamente desprovido de suspense e terror, nem nas lutas entre os dois monstros o filme consegue convencer.

No entanto, as franquias não foram enterradas completamente (afinal, embora desastroso, o filme foi um sucesso comercial no mundo inteiro) e uma seqüência de Alien vs. Predador foi anunciada. Desta vez, o filme foi dirigido pelos irmãos Strause (donos de uma companhia de efeitos visuais e diretores de clipes de música). Embora seja seu filme de estréia, os irmãos prometeram aos fãs que iriam desfazer o que o filme anterior havia feito. Em outras palavras, prometeram representar os monstros como eles foram inicialmente concebidos.

As expectativas renasceram em torno do filme. Após o lançamento do trailer do filme, as expectativas aumentaram positivamente, não só por parte dos fãs mas também por parte dos críticos. As promessas dos Strause parecem estar de confirmando.

Será que dessa vez vai?

texto de Luis Felipe Villaverde, especial para o Blog
enviada por João Villaverde



14/09/2007 21:24

Reunited we fall

Estava tudo acertado, depois de anos de intrigas, discussões e negações. Unidos pelo tempo, Nikki Sixx, Mick Mars, Vince Neil e Tommy Lee se reuniram como Mötley Crüe, no final de 2004, após 5 anos separados.

Tudo prontamente filmado e acompanhado pelo canal VH1 de televisão americana (em televisão a cabo no Brasil), como prega a cartilha da pós-modernidade.

O fundador, Nikki Sixx estabeleceu carreira solo, iniciando a banda Brides of Destruction, jóia rara daquele período 2003-04, à frente de seu tempo. Tommy Lee marcou como "do it all kind of guy", assumindo diversas formas de personagens. Lançou discos solo de acordo com a temática de então, com colagens à lá Linkin Park.

Mick Mars viu sua doença de degeneração se acentuar com a depressão e reclusão imposta pelo fim do grupo. Vince Neil reativou seu antigo grupo solo para excursionar com repertório recheado de músicas do Mötley.

Reunidos, com desavenças entre Tommy e Vince de lado, o Mötley Crüe produziu uma das 10 maiores turnês - em receita líquida - do biênio 2005-2006, se baseando na coletânia "Red, White and Crüed", que ultrapassou os 2 milhões de cópias vendidas, alcançando dupla platina em tempos de declínio do cd.

Durante a turnê lançaram o primeiro disco genuinamente ao vivo do grupo, com DVD irmão. A versão em vídeo, capturando o mega-show alcançou também a dupla platina.

Entraram em 2007 em férias, após turnê conjunta com o Aerosmith. A idéia era reunião para turnê européia no verão (maio-julho) seguidos de gravação de um novo disco de inéditas.

Com todo o sucesso e a exposição adquirida o Mötley Crüe fechou contrato com a rede de lojas Wal-Mart, para o lançamento do novo disco de inéditas, pelo qual já receberam US$ 900 mil em adiantamento.

Pois bem. Tommy Lee acaba de anunciar sua saída do grupo, pela segunda vez. Dessa vez, não foi uma discussão com Vince Neil mas sim idéiais musicais.

Preferindo o caminho de Dj à de baterista de Rock, Lee escreve que "sim, são os sons. Você senta ali e toca num show de Rock, e é alto e vibrante. Mas o som eletrônico bate tão mais forte e há algo sobre os graves (na música eletrônica) que me apavora! Se você for a um clube, você vai me achar em frente aos sub-woofers (risos). Isso é algo que eu consigo sendo DJ que não consigo tocando Rock, aquele baita grave e belo som. Aqueles sons não vêem de baterias ou guitarras, só podem vir de baterias eletrônicas ou sintetizadores! É um naipe completamente novo de sons que você não tem como obter com um grupo de Rock... Ouça, eu amo Rock. Mas, com o eletrônico, eu posso provar todos os sabores".

mais coisa aí.

De acordo com a queixa apresentada pelo MÖTLEY CRÜE contra o empresário artístico Carl Stubner e suas três empresas, a Sanctuary Group, Inc., Sanctuary Artist Management, Inc. e a Carl Stubner Productions, Inc., o baterista Tommy Lee "recentemente informou ao [baixista Nikki] Sixx e ao [guitarrista Mick] Mars, proprietários da MCI [Motley Crue, Inc.], que ele estava se demitindo da banda e sua demissão foi aceita".

E mais uma vez retomam-se os projetos solo.
enviada por João Villaverde



05/09/2007 14:04

Para setembro

Para aproveitar esses belos dias de sol que setembro nos trouxe, um prenúncio da primavera que chegará em vinte dias.

Com o feriado logo aí, algumas sugestões mudicais.

The Kinks - Lola

Rod Stewart - Da Ya Think I'm Sexy?

enviada por João Villaverde



23/08/2007 22:52

Nova estrutura fonográfica se organizando

O mercado fonográfico vive um momento revolucionário, desde, pelo menos, 1999. Naquele ano ficara evidente, com a solidificação do programa Napster 9para baixar músicas) e o surgimnto de uma série de genéricos, que a relação artista-gravadora-público mudaria.

A explosão da bolha "dotcom" (da internet) no biênio 2000-01 segurou um pouco a onda, especialmente após medidas de fiscalização por parte do governo estadunidense, país-sede e modelo da internet.

Grandes bandas e artistas, aliados à contratos gordos com suas gravadoras passaram à mover processos contra o Napster, que acabou proibido, depois liberado para comercialização de música.

Baixar música da internet é pirataria. Ilegal. Mas é fato. Principalmente em países periféricos, Brasil como maior exemplo, onde comida e moradia são prioridades, porque preocupação da maioria pobre. Separar uma parte de sua renda para comprar cds ou dvds musicais é um luxo que as familias não podem pagar. E a internet entrou como facilitador, ao democratizar o lazer.

Claro, deve-se relevar o fato de que, mesmo a internet, é um luxo para pouquíssimos em países emergentes. Nestes são as cópias piratas dos camelôs que causam o estrago no mercado fonográfico.

A partir de meados da década atual se tornou evidente que era hora de renovação para os grandes selos musicais, as grandes gravadoras. Os artistas agora disponibilizam suas canções diretamente de seus respectivos sites, aonde constam também as datas de show, de onde verdadeiramente tiram seu sustento.

Essa revolução já têm causado fusões e aquisições entre as grandes gravadoras. E causará ainda mais estragos até o final da década. As empresas estão perdidas, tontas com o iTunes e o iPod, que agora se tornaram parceiros restantes.

Mas não está tudo resolvido para as bandas. Se por um lado torna menos elitista e mais igual o acesso ao público final, a internet tira da área o capital para financiamento. Desde as gravadoras até as distribuidoras, o modelo de negócios do passado estava todo montado. Fornecia estúdio, equipamentos, distribuição suficiente, agenda de shows (mesmo que terceirizada) além de todo o marketing - incluído aí a relação com as rádios e a MTV.

Sem financiamento é o dinheiro do próprio bolso quem banca as primeiras músicas, quem move o boca-a-boca. Ainda deve se organizar essa nova estrutura fonográfica.
enviada por João Villaverde



01/08/2007 19:00

Porque depois de velho é melhor.

Hoje a terceira e última parte do ensaio com o apanhado histórico dos Rolling Stones. O ensaio foi dividido em três partes, sendo um texto publicado por semana.

A seguir a parte final:

Os Stones entraram em sua terceira década com uma baixa. Após a turnê de 1989-1990, o baixista Bill Wyman resolveu abandonar o barco para se aposentar. O mais velho dos Stones sairia oficialmente em 1993, sendo substituído, de maneira não-oficial, por Darryl Jones.

Como todos os passos da trupe Jagger-Richards-Watts, tudo parece perfeitamente arranjado, como um enredo de um filme ou um livro já escrito. A entrada de Darryl Jones deu um toque “clean”, ou “hype” à banda, que de pronto saiu à gravar seu melhor disco em décadas: Voodoo Lounge (1994). Novos hits inundaram as rádios, com clipes acompanhando. O melhor de tudo, tinham passe livre na principal emissora com apelo jovem: a Musical Television Network (MTV).

A chancela não-oficial da emissora aos Rolling Stones serviu como o cartão de V.I.P para o grupo se fazer valer frente à qualquer novo nome, nova moda, ou novo estilo musical que estivesse à baila naquele momento.

Como bons seguidores dos padrões “do hoje”, isto é, de manter junto à originalidade, um ponto de convergência com as novas realidades, os Rolling Stones entraram na onda e gravaram seu “acústico”. O acústico Stripped (1997) trouxe um toque técnico aos antigos clássicos, numa forma que se tornava obrigatória desde que Eric Clapton desplugou sua guitarra ao gravar seu MTV Unplugged de 1992.

Naquele mesmo ano saía o novo disco de inéditas, Bridges to Babylon, que levou a regra de incorporar novos sons à um nível similar ao observado em Undercover (de 1983, o primeiro dos três discos irregulares dos anos 80), quando incorporam ritmos da new wave britânica. Bridges to Babylon contém elementos do som “sintético industrial” que surgiu na segunda metade dos anos noventa. Embora não seja tão bom quanto Voodoo Lounge, o novo disco trazia ótimas canções, como “Anybody seen my baby”, que se tornou single e ganhou um clipe.

A virada do século viu o grupo passar por uma limpeza orgânica, quando Ron Wood resolveu se internar por conta própria em uma clínica de reabilitação. Não foi isso que desfez a mística dos Stones, de estar sempre on the merge de acabar.

Foi desse desenvolvimento errático, que a banda acumulou público em diferentes gerações, passando por cima das críticas negativas ou do conservadorismo anglo saxão. Lançaram um excelente disco em 2005 (A Bigger Bang) e continuam a excursionar batendo recordes de arrecadamento.

Foi na turnê de divulgação Four Licks (coletânea com quatro inéditas lançada em 2002 em comemoração dos 40 anos de vida do grupo) que foi gravado um dos melhores DVDs musicais, Four Flicks (2004).

Atualmente se encontram em turnê pela Europa. Eles não podem parar. Não teria graça.
enviada por João Villaverde



25/07/2007 19:00

Porque ver o auge e sofrer faz parte.

Hoje a segunda parte do ensaio de apanhado histórico dos Rolling Stones. Como uma das cinco bandas favoritas do signatário deste Blog, é inevitável que o texto a seguir tenha a cara de um texto de fã. E é bom que assim seja.

O ensaio se divide em três partes. Abaixo, a segunda:

Os anos 1970 foram marcados pela renovação de quase a totalidade dos grupos de sucesso “pop” da década anterior. Um a um foram terminando, sumindo, morrendo. A saída de Mick Taylor em 1974, após o clássico LP It’s Only Rock and Roll, gerou um verdadeiro momento de reflexão para o grupo. Já naqueles anos eram chamados de dinossauros.

Mesmo com toda a badalação da turnê mundial de 1972 (conhecida como a maior turnê da história), o biênio 1975-76 não foi o melhor para o grupo. Estavam longe de acabar. Mas passavam por um processo firme de renovação musical, que terminou com o lançamento do irregular Black and Blue (com o clássico “Fool to Cry”) e a efetivação de Ron Wood para compor a dupla de guitarras com Keith.

Ron Wood foi o maior achado dos Rolling Stones. Seu estilo irreverente caiu como uma luva no grupo, se tornando grande amigo de Keith Richards, e ótimo contraponto, quando os tempos se tornavam turvos.

O som do grupo continuou se moldando aos novos tempos, alcançando seu ponto máximo com Some Girls de 1978. Esse disco contém um pouco de todas as características que fazem da banda o que é. Os clássicos vêm em fila no LP: “Some Girls”, “Miss You”, “Beast of Burden”, “Shattered”, “Far Away Eyes” e o cover dos Temptantions para “Justa My Imagination”.

A turnê de promoção de Some Girls foi o primeiro passo, retomando um pouco do perfil quantitativo de 1972, rumo aos grandes concertos, com toda uma trupe viajante. Instrumentos de sopro, teclado, piano (à cargo do gênio Billy Preston), “back up singers”, além de luzes e um palco gigantesco.

Todo o desenvolvimento dos anos 1970 fez com que os Rolling Stones ingressassem nos anos 1980 como os dinossauros do rock, sem, no entanto, implicar qualquer sentido depreciativo. Eram, na realidade, um êxito estrondoso. Todo o mundo conhecia os Rolling Stones, desde, pelo menos 1965 (ano de lançamento do compacto “(I can’t get no) Satisfaction”).

E eles não diminuíram a carga. Ao menos não aparentemente. Emotional Rescue (1980) e Tattoo You (1981) vieram recheados de clássicos: “Dance”, “She’s so cold”, “Emotional Rescue”, “Waiting on a friend”, Start Me Up”, etc. Os Stones eram “pop” de novo.

Foi a turnê de Tattoo You que entrou para a história como a primeira mega-turnê de um grupo de rock. Alguns shows foram gravados, sendo mais tarde lançados em forma de vídeo (Let's Send The Night Together) e disco (Still Live).

Nem o quase fim do grupo desanimou sua mística. A década de 80 ainda revelaria 3 discos bastante irregulares, sendo o último (Steel Wheels de 1989) o melhor.
enviada por João Villaverde



18/07/2007 19:00

Porque Beat e Blues combinam.

Hoje se inicia o apanhado histórico dos Rolling Stones. Como uma das cinco bandas favoritas do signatário deste Blog, é inevitável que o texto à seguir tenha a cara de um texto de fã. E é bom que assim seja.

O ensaio se divide em três partes. Abaixo, a primeira:

O século XX viu o nascimento de quase todos os gêneros musicais existentes (à exceção são os operísticos e clássicos), que vão desde o Blues até o Funk e Hip/Hop, passando pelo Jazz e o Rock and Roll.

Todos, em algum momento no período 1901-2000 foram considerados estilos populares. Daí que o chamado estilo "Pop" ser a mais miscelânea possível: Son House foi "pop" com seu Delta Blues no início do século; os Red Hot Chili Peppers foram "pop" com seu funk rock dos anos 1990.

É nessa passagem entre o que é considerado "pop", "hype", que muitos artistas, ou estilos inteiros, se perdem no meio do caminho. Foi assim com o movimento Beat de fins dos anos 1950. Foi assim com grupos como o Ratt, que não resistiu à decadência do movimento Glam dos anos 1980.

Como então caracterizar o melhor estilo, ou ainda, o melhor grupo musical do século XX?

Caracteriza-se o melhor como sendo aquele que definiu um estilo? Ou como aquele que se sustentou mesmo após a perda de identidade "pop" de seu estilo musical?

Em ambos os critérios, diversos grupos e artistas podem ser usados como exemplos da perfeição do século XX. Mas, talvez nenhum espelhe melhor o segundo critério do que os Rolling Stones.

Com raízes fincadas nos primórdios do Blues elétrico de Muddy Waters, Jimmy Reed, e o preferido de Brian, Elmore James; além do rock de Chuck Berry e Bo Diddley, com seus “You can’t judge a book by it’s cover”; os Rolling Stones nasceram da união de Mick Jagger e Keith Richards com Brian Jones, em abril de 1962. Ainda naquele ano se juntariam a eles, Charlie Watts e Bill Wyman.

Acompanhar o desenvolvimento musical dos Stones, partindo de seu primeiro single “Come On” (Chuck Berry) é acompanhar o desenvolvimento musical de uma geração “beat blues rock”. Jamais foram musicalmente perfeitos como os Beatles. Mas foram igualmente genuínos no trato das melodias.

É na melodia, mais que nas letras, que reside o real coração dos Rolling Stones. Desde a dupla de guitarras entre Keith e Ron Wood (que substituiu Mick Taylor, que por sua vez substituíra Brian Jones) até os vocais desequilibrados de Jagger, que por vezes lançou mão de falsettes, que se torna latente a diferença dos Stones para os outros.

Saindo de um grupo “blues oriented”, com flertes ao movimento beat, para o que comumente se alia ao som dos Stones, como “Jumpin’ Jack Flash” e “Brown Sugar”. Foram essas duas canções, aliás, que marcaram todo o desenvolvimento setentista da banda.
enviada por João Villaverde






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